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Metodologia · Modelo 2

Como os cálculos funcionam

Do patrimônio informado ao resultado da aposentadoria: o que entra na conta, em que ordem e como interpretar cada número.

Resumo em 60 segundos

O planejador transforma uma fotografia do patrimônio em uma sequência anual. Em cada ano, aplica aportes e retornos, organiza a carteira e paga as despesas e os impostos modelados.

1
Quando a referência é atingida?

Compara o patrimônio projetado ao capital calculado pelo gasto e pela taxa de saque.

2
Por quanto tempo o dinheiro dura?

Simula as retiradas ano a ano, respeitando impostos, renda complementar e ordem de venda.

3
Quanto o resultado varia?

Repete o futuro entre 5.000 e 50.000 vezes com retornos diferentes para mostrar sensibilidade ao mercado.

Patrimônio
Aportes
Rendimentos
Reserva
Retiradas
Impostos
Saldo futuro
Um resultado favorável não é uma garantia.

Ele mostra o que acontece se as premissas informadas se realizarem. Despesas, retornos, impostos e decisões futuras podem ser diferentes.

Saldos e despesas são exibidos em reais do ano-base, preservando poder de compra. Bases fiscais e perdas compensáveis permanecem em reais nominais.

Os cartões de gasto mensal, rendas externas, retirada necessária e retirada pelo SWR comparam o primeiro ano após a saída. O gasto inclui saúde e ajustes previstos; renda extra e INSS respeitam suas datas. A retirada necessária desconta essas rendas, antes de cortes do guardrail e sem adicionar impostos de resgate. A referência SWR usa o patrimônio no fim do ano de saída × SWR ÷ 12, antes dos impostos.

Como ler o diagnóstico

Os indicadores respondem perguntas diferentes. Nenhum deles, isoladamente, diz que a aposentadoria está garantida.

Referência de capital
Necessidade anual do primeiro ano após a saída dividida pelo SWR. É uma régua, não o valor exato necessário.
Referência atingida em…
Primeiro ano em que a acumulação cruza essa régua. Ainda é preciso conferir o drawdown completo.
Longevidade do portfólio
Ano ou idade em que o modelo deixa de pagar a retirada. “Até 2130” significa apenas que não esgotou no horizonte.
Sucesso no Monte Carlo
Percentual das sequências que pagam as retiradas até a idade indicada, condicionado às premissas.
Legado na idade final
Saldo projetado na idade escolhida (100 por padrão em novos cenários), sem inventário, sucessão ou tributação patrimonial completa.
Desembolso efetivo
Média das retiradas realmente pagas. Com guardrail, pode ser menor que o gasto desejado.
Por que “referência atingida” e “dinheiro dura” podem divergir?

O SWR resume o primeiro ano. A projeção completa considera a sequência de retornos, impostos, mudanças de gasto, saúde e renda complementar.

O cálculo de cada ano

O ano-base é uma fotografia. Aportes começam no ano seguinte e vão até a saída, inclusive. Retiradas começam no ano seguinte à saída.

  1. Atualizar a inflação acumuladaEla conecta valores reais da projeção às bases fiscais nominais.
  2. Registrar o aporte no início, se selecionadoNa configuração padrão, ele entra depois dos rendimentos.
  3. Aplicar os retornos do anoCada classe segue sua premissa.
  4. Reinvestir distribuições offshore líquidasElas fazem parte do retorno total e não são contadas duas vezes.
  5. Registrar o aporte no fim, na configuração padrãoO momento muda quanto rende naquele ano.
  6. Organizar reserva e rebalancearO motor respeita alvo, banda e reserva.
  7. Pagar despesas e impostos de realizaçãoAs vendas seguem a ordem editável, com os ajustes de proteção selecionados.
  8. Registrar saldo e eventual esgotamentoSe faltarem recursos, o ano de ruptura é guardado.
necessidade anual = máx( 12 × (gasto após redução e mudança − decaimento − INSS − renda extra) + saúde anual, 0 ) capital de referência = necessidade do primeiro ano após a saída ÷ SWR saldo final = saldo anterior + rendimentos + aporte − retirada paga − impostos explícitos
Exemplo ilustrativo de um ano

Uma carteira começa com R$ 1.000.000, rende R$ 40.000, recebe aporte de R$ 20.000 e paga retirada de R$ 36.000 mais R$ 1.000 de imposto.

Saldo final: R$ 1.023.000. Cada classe possui retorno e regra tributária próprios.

A renda complementar vale entre os anos inicial e final, incluindo ambos. Pode acompanhar a inflação (valor real constante) ou permanecer nominalmente constante desde o ano-base; uma alíquota efetiva opcional reduz seu valor disponível. Se o valor já é líquido, não aplique imposto novamente. A inflação médica é adicional ao IPCA e converge para a taxa de longo prazo com meia-vida de 12 anos. A projeção é anual e não fraciona o primeiro ano.

No Monte Carlo, FIIs usam a volatilidade e o choque compartilhado de bolsa, com retorno médio de bolsa menos 1 ponto percentual. Crash e recuperação também se aplicam aos FIIs. Essa aproximação não representa uma série histórica específica de fundos imobiliários.

Como cada classe é tratada

Os retornos são premissas editáveis. Os ajustes abaixo são regras do modelo, não previsões.

ClasseRetorno usadoTributaçãoObservação
Pós-fixadoRF − 0,7 p.p.15% padrão, editável, embutido no rendimento nominal positivoNão cobra novamente no saque.
LCA/LCIRF + 0,3 p.p.Zero por padrão, editávelClasse agregada de renda fixa isenta.
Tesouro IPCA+RF + 1,8 p.p.15% padrão, editável, embutido no rendimento nominal positivoAgregado sem vencimento; títulos detalhados usam fluxos e marcação próprios.
VGBL/PGBLMistura RF previdenciária e bolsaNo resgatePercentual de bolsa separado por tipo.
Bolsa BrasilRetorno real de bolsa15% padrão, editável, sobre ganho realizadoVenda por saque ou rebalanceamento realiza ganho.
OffshoreRetorno real de bolsa em BRL15% padrão, editável, sobre ganho realizado em reaisDistribuição e retenção são configuráveis.
FIIBolsa − 1 p.p.Retorno líquido simplificadoSem separar rendimentos e ganho de capital.
Cripto/outrosRetorno e volatilidade própriosRetorno líquidoSem apuração fiscal detalhada.

Os diferenciais são padrões quando não se informam retornos por classe. Caixa, IPCA+ agregado, outros RF e bolsa podem ter retornos e volatilidades independentes. Previdência RF mantém sua taxa própria. Títulos detalhados não usam o retorno médio agregado: usam o preço e os fluxos informados.

Preço de mercado não é valor de vencimento

Um título individual exige saldo de mercado atual, custo fiscal nominal histórico, vencimento, resgate e cupom anual em reais do ano-base. Seu saldo já está dentro de IPCA+: detalhar não acrescenta patrimônio. Sem esses dados, a posição permanece agregada.

O motor calcula uma taxa real implícita no preço e nos fluxos. Na projeção central, o preço acompanha os fluxos restantes; no Monte Carlo, choques anuais na taxa de desconto alteram a marcação a mercado. No vencimento, o fluxo contratual substitui a marcação, paga IR sobre ganho nominal e entra no caixa. Cupons são pagos anualmente e tributados. Essa aproximação não reproduz o calendário semestral exato nem prevê inadimplência.

Os títulos detalhados ficam indisponíveis para vendas antecipadas. Pode faltar liquidez mesmo com patrimônio positivo. Fundos IMA-B não têm um único vencimento contratual: permanecem na classe agregada. Não trate saldo atual como resgate nem invente fluxos a partir do nome do título.

Como os impostos entram na conta

As alíquotas são hipóteses editáveis, não uma apuração fiscal completa. VGBL e PGBL podem usar alíquotas efetivas diferentes; valores vazios herdam a premissa previdenciária comum. Base fiscal não é o valor atual: informe custo histórico nominal documentado, sem estimá-lo automaticamente a partir de um saldo líquido.

O motor distingue valorização de realização. Uma alta sem venda não cria imposto explícito sobre bolsa ou offshore.

Offshore diretamente detido

Vendas, inclusive por rebalanceamento, realizam ganho nominal em reais. O custo histórico é atribuído proporcionalmente à parte vendida. Perdas compensáveis reduzem ganhos na aproximação agregada.

fração vendida = venda bruta ÷ saldo ganho nominal = venda bruta × inflação acumulada − base nominal × fração IR em valor real = alíquota escolhida × máx(ganho nominal − perdas compensáveis, 0) ÷ inflação acumulada
Venda parcial offshore, alíquota 15% e sem inflação no exemplo

Saldo de R$ 110.000, base de R$ 100.000 e venda de metade. Venda bruta de R$ 55.000, base atribuída de R$ 50.000 e ganho de R$ 5.000.

IR modelado: R$ 750. Recebimento líquido: R$ 54.250. Sem venda e distribuição, não há imposto pela valorização.

Distribuições integram o retorno total; o líquido reinvestido aumenta a base. Para ETF acumulador, use distribuição zero. Retenção estrangeira é descontada e o crédito fica limitado ao IR brasileiro da distribuição.

VGBL e PGBL

PGBL: a alíquota efetiva incide sobre todo o resgate. VGBL: incide apenas sobre o ganho nominal; contribuições aumentam a base.

No regime progressivo, a retenção de 15% é antecipação. A carga final depende de outras rendas, deduções e do ajuste anual.

Renda fixa, bolsa Brasil, FII e cripto

Pós-fixado e IPCA+ agregados carregam imposto no retorno; títulos detalhados tributam cupons e ganho nominal no resgate. Outros RF/LCA usam alíquota zero por padrão. Essas alíquotas podem ser alteradas. Bolsa Brasil usa realização proporcional. FII e cripto/outros usam retornos líquidos simplificados.

Base fiscal não é o valor atual.

Informe o custo histórico fiscal em reais. Usar o valor de mercado como base elimina o ganho acumulado e pode subestimar impostos futuros.

Previdência, transição e reserva

A classe do investimento e a embalagem tributária são diferentes. VGBL e PGBL podem combinar renda fixa e bolsa.

Transição de bolsa

O alvo muda linearmente do percentual inicial ao final.

Banda de tolerância

O rebalanceamento ocorre quando a carteira sai da faixa.

Reserva de retiradas

Parte do pós-fixado cobre o número de meses escolhido.

Trocas RF/bolsa dentro da previdência têm prioridade e não representam resgate. Com transição ligada, aportes tentam cobrir primeiro o déficit de bolsa. O destino de novas compras externas e da parcela de bolsa direta dos aportes é configurável: global ou Brasil. Isso não transforma a alocação atual da previdência nem vende automaticamente posições existentes.

A reserva não aumenta o patrimônio: é parte do pós-fixado. Pode cobrir meses do gasto total ou apenas da necessidade da carteira após rendas externas. A reposição pode ser anual, ao ficar abaixo do mínimo, após ano positivo de bolsa, quando bolsa supera o alvo, ou desligada. Você escolhe as fontes; vendas tributáveis realizam imposto.

A ordem de saque é editável. Na proteção de quedas, bolsa, FIIs e previdência com bolsa vão ao fim da fila e não são vendidos para repor reserva ou rebalancear. Podem ser vendidos para pagar despesas se outras fontes acabarem. A queda é medida em um índice de bolsa, sem confundir retirada com perda de mercado. Priorizar bolsa acima da banda é outra opção. O resumo da política nos resultados explica as regras efetivamente escolhidas.

Liquidez precisa ser conferida fora do simulador.

O motor conhece apenas os vencimentos e fluxos que você detalhar. Carências de outros produtos, spreads, restrições da instituição e risco de crédito não são inferidos.

Monte Carlo: de 5.000 a 50.000 sequências

Novos cenários usam idade final de 100 anos, editável de 95 a 120. Horizonte, taxa principal de sucesso e percentis terminais usam a mesma idade. Arquivos antigos sem essa configuração preservam a avaliação aos 94 e o horizonte legado; isso aparece na política. A semente é exportável: repetir a mesma versão do motor, semente e premissas reproduz a amostra.

A projeção central usa retornos médios. O Monte Carlo repete a projeção com anos bons e ruins em ordens diferentes para medir a sensibilidade à sequência.

P10, P25, P50, P75 e P90
Pontos desfavorável, central e favorável da distribuição. P10 não é “o pior caso”.
Sucesso até a idade final
Percentual das sequências que pagou as retiradas até essa idade.
Cenários com corte
Quantas sequências reduziram despesas com o guardrail ligado.
Intervalo amostral
Mede variação da amostra, não incerteza das premissas.
100% nas simulações não significa risco zero.

Significa que todas as sequências geradas, sob essas premissas, conseguiram financiar as retiradas até a idade avaliada. A tela mostra os números de sucessos e falhas; não arredonda falhas para prometer risco zero.

Fórmula e correlação dos retornos

Os retornos usam distribuição lognormal ajustada para preservar a média aritmética. Bolsa e RF recebem choques correlacionados; cripto/outros recebe choque independente.

retorno = exp(ln(1 + média real) − volatilidade²/2 + volatilidade × choque) − 1 choque RF = correlação × choque bolsa + √(1 − correlação²) × choque independente

Opcionalmente, uma matriz simétrica 4×4 conecta caixa, IPCA+, outros RF e bolsa. O motor verifica diagonal 1, limites e validade matemática; a matriz não é calibrada automaticamente a dados históricos. Com volatilidade zero, usa-se o retorno determinístico. Crash e recuperação substituem os retornos de bolsa nos anos escolhidos.

Como funciona o guardrail

Quando ligado, reduz a retirada em 10% se retirada/saldo superar 120% do SWR. Pode restaurar 10%, até o gasto original, quando ficar abaixo de 80%. Sucesso financeiro pode, portanto, envolver cortes.

Quanto posso gastar?

A análise sob demanda busca o gasto-base mensal para metas de sucesso de 99%, 95%, 90% e 80%, até a mesma idade final. Compara com e sem renda extra, mantendo INSS, saúde, reduções programadas e impostos. Desliga cortes automáticos apenas nessa comparação: não muda o cenário salvo.

As avaliações reutilizam as mesmas sequências de mercado. A busca testa valores até delimitar uma faixa de até R$10/mês. Mostra o limite inferior testado e o sucesso observado; avisa se nem gasto-base zero funciona ou se atingiu o teto da busca. Políticas condicionais podem criar irregularidades, portanto a busca binária não prova um máximo global.

O resultado corresponde ao campo “Padrão de vida”, não ao saque líquido da carteira. Probabilidade calculada não é promessa. A análise pode levar minutos, roda no dispositivo e pode ser cancelada.

O que o modelo não sabe

Estas limitações separam uma projeção útil de uma promessa impossível.

ConsideraNão considera em detalhe
Saldos por classeSpreads, carências, crédito e venda antecipada de títulos detalhados; vencimentos ausentes do cadastro
Imposto estimadoDeclaração completa, deduções, tratados e leis futuras
Retornos e volatilidades constantesRegimes econômicos, caudas históricas completas e correlações variáveis
Despesas anuais reaisEventos, compras, seguros, imóveis ou empresas não informados
Idade final configurável; legado usa 2130 ou 110 anosPerpetuidade; “sem esgotamento” vale só até o fim
Sobrevivência ilustrativaTábua oficial validada do IBGE; mortalidade não altera o Monte Carlo financeiro

Instruções para gerar o arquivo de importação

Você pode preencher o simulador manualmente ou pedir a uma IA que organize seus dados em um arquivo JSON. O arquivo carrega as premissas; os resultados são calculados no seu navegador.

  1. Separe os dadosAno do inventário e nascimento; saldo por investimento; custos fiscais históricos em reais; gasto mensal, saúde, aporte anual, renda extra com início/fim, INSS esperado e ano de aposentadoria. Informe se aceita cortes de gasto.
  2. Confirme o que está faltandoSaldo atual não é custo fiscal nem valor de vencimento. Não duplique subtotais e posições individuais. Planos futuros de alocação não devem ser tratados como já executados. Se faltarem bases ou fluxos de títulos, peça esclarecimento em vez de inventar.
  3. Peça o arquivo à IACopie a instrução abaixo e forneça os dados necessários. Não envie CPF, contas bancárias, senhas ou credenciais. Compartilhar extratos com uma IA é diferente da importação local do simulador: remova identificadores desnecessários.
  4. Importe e confiraSalve como cenario-planejador.json. No simulador, clique em “Importar cenário”, selecione o arquivo, confira o aviso e os valores carregados. Clique em “Analisar Viabilidade Atuarial” para calcular.
  5. Revise e guardeConfira o total, bases fiscais, datas, guardrail e roteiro anual. Depois de editar, use “Exportar cenário privado” para guardar os valores atualizados. Não publique esse JSON junto com o site.

Instrução para copiar e enviar à IA

Gere um arquivo cenario-planejador.json para importar no Planejador de Independência Financeira.

Leia o contrato atual em https://planejador.pages.dev/guia-importacao-llm.md e use a estrutura do exemplo https://planejador.pages.dev/cenario-exemplo.json. Se não conseguir acessar esses arquivos, peça que eu forneça o conteúdo; não invente campos.

Use {"schema":"planejador/v2","params":{...}} com model_version: 2 e os campos reais do contrato. O exemplo contém dados fictícios: substitua-os apenas por dados e premissas que eu confirmar. Liste as informações faltantes antes de gerar a versão final.

Classifique cada investimento uma única vez. Saldos e despesas são em BRL do ano-base; custos fiscais e perdas são BRL nominais históricos. Não calcule custo fiscal em reais convertendo automaticamente o lucro ou custo em USD pelo câmbio atual. Não confunda saldo bruto, líquido e base fiscal. Aportes são anuais; gastos, renda extra e INSS são mensais.

Confirme início e fim das rendas, idade final, ano da aposentadoria e se aceito cortes. Se eu não aceitar cortes, use dynamic: false. Não trate uma mudança de alocação pretendida como concluída. Só detalhe títulos com vencimento quando preço, custo fiscal e fluxos contratuais forem conhecidos; nunca invente resgate ou cupom.

Não inclua nome, CPF, contas, credenciais nem extratos no JSON. Explique separadamente as hipóteses aprovadas e limitações. Confira total, unidades e datas. Entregue JSON válido, sem comentários, NaN ou Infinity, com menos de 100.000 bytes. Não afirme ter validado os cálculos sem executar o motor. Oriente-me a importar, conferir os campos e clicar em Analisar Viabilidade Atuarial.

Selecione e copie o texto acima. O arquivo deve ser JSON, não PDF, planilha ou uma imagem de JSON. O aviso de importação confirma o carregamento, não a qualidade das premissas.

Guia completo de campos aceitos pela IA · Baixar exemplo com dados fictícios · Voltar ao simulador

Backtesting histórico: o que teria acontecido nesses mercados?

O painel reaplica a carteira atual a meses históricos consecutivos, sem sorteios e sem acrescentar o crash artificial ou a recuperação configurados no Monte Carlo. Cada janeiro de 2000 a 2025 inicia um teste. As janelas solicitadas são de 5, 10 ou 20 anos, ou até o fim da base/horizonte pessoal. Meses faltantes não são repetidos nem estimados. Os resultados não representam probabilidades futuras.

Datas históricas e datas do seu plano são diferentes

O primeiro mês observado representa janeiro do ano seguinte ao ano-base da carteira. No modo de cronograma, a distância até a saída, INSS, renda extra e alterações de gastos é mantida. No modo de estresse, a saída é antecipada ao ano-base, eliminando aportes futuros e iniciando retiradas no primeiro mês, sem antecipar benefícios. Não usamos o patrimônio projetado da aposentadoria como se ele já estivesse disponível hoje.

Séries e aproximações

  • Inflação: IPCA mensal, IBGE/BCB, SGS 433. Caixa e LCA: Selic mensal SGS 4390, com as alíquotas configuradas, sem spread, carência ou risco de crédito.
  • IPCA+ agregado: IMA-B, maio de 2004 a dezembro de 2025. SGS 12466 até abril de 2023; depois, níveis de fechamento obtidos no formulário histórico oficial da ANBIMA, com abril de 2023 conferido nas duas fontes. Cupons já integram o índice. Representa títulos de vários vencimentos com marcação a mercado; não fica preso ao IPCA+ 2032 nem reproduz sua taxa contratada.
  • Bolsa Brasil: índice mensal de preços da OCDE, via FRED (SPASTT01BRM661N), de janeiro de 2000 a dezembro de 2025. A variação é a razão entre níveis de meses consecutivos menos um. Não adicionamos dividendos nem misturamos a série com o antigo Ibovespa. A OCDE informa que seus indicadores mensais normalmente usam médias de preços diários: isso pode suavizar quedas e deslocar retornos entre meses. É uma aproximação de preços, não um retorno total investível entre fechamentos. Câmbio: PTAX dólar venda, SGS 1, último registro disponível de cada mês.
  • Bolsa internacional: carteira de pesquisa de mercados desenvolvidos de Kenneth French, ponderada por valor, em USD com dividendos. O retorno é Mkt-RF + RF, convertido para BRL. Não é MSCI ACWI, VT, VWRA ou S&P 500, e não inclui emergentes. A previdência usa Selic na parcela RF e essa bolsa em BRL na parcela de ações; não reproduz hedge, custos ou regras de cada fundo.
  • Sem série adequada: FIIs, cripto e títulos individuais sem curvas históricas por vencimento ficam fora do teste. Um índice inexistente no início não é substituído por outro. Se uma série necessária acabar durante o teste, ele termina naquele ponto.

Fontes: SGS — Banco Central, histórico IMA — ANBIMA, OECD (2026), Financial Market: Share Prices for Brazil, via FRED, definição do indicador OCDE e retornos desenvolvidos — Kenneth French. O arquivo histórico público registra fontes, data de consulta, cobertura, transformação e hashes das observações. Preserve atribuições e condições dos provedores ao redistribuir; os termos de dados OCDE incluem ressalvas para direitos de terceiros. O recorte usa anos completos até dezembro de 2025; não é atualizado automaticamente.

O que o motor faz em cada mês

Aplica a inflação e os retornos do mesmo mês. Para bolsa em USD, o retorno nominal em BRL é (1 + retorno USD) × (1 + variação cambial) − 1. O retorno real divide o fator nominal pelo fator IPCA. Dividendos já integram o retorno total: a distribuição informada no cenário é apenas separada para tributação/reinvestimento, sem somá-la novamente. Esse fluxo mensal de distribuição é uma hipótese (taxa anual informada dividida por 12), não um histórico de dividendos de cada fundo.

Aportes continuam anuais, em janeiro antes do retorno ou em dezembro após o retorno, conforme a opção informada. Saques para despesas ocorrem ao fim de cada mês. Reserva e rebalanceamento são revistos em dezembro; o guardrail é revisto uma vez por ano, em janeiro, comparando a necessidade anualizada com o saldo. Proteção de queda e prioridade de saque são observadas mensalmente. Essa periodicidade difere da projeção anual principal, mesmo quando as premissas são semelhantes.

As alíquotas configuradas hoje são aplicadas ao passado; não reconstruímos a legislação histórica. O arrasto fiscal da RF agregada é reconhecido mensalmente sobre o rendimento nominal positivo. VGBL, PGBL e bolsa usam as mesmas funções de realização fiscal do modelo 2, com bases nominais em BRL. Perdas offshore podem compensar ganhos e devolver imposto brasileiro modelado dentro do mesmo ano, mas não devolvem retenção estrangeira. Saúde e mudanças de gastos seguem as premissas do cenário, não séries históricas de despesas pessoais.

Como interpretar os resultados

Prazo completo e carteira completa são informações diferentes. Uma janela de cinco anos iniciada em 2020 pode terminar em dezembro de 2024; uma janela de vinte anos iniciada em 2020 só possui seis anos até dezembro de 2025. Compare saldos finais entre durações iguais e coberturas equivalentes. A ausência do IMA-B antes de maio de 2004 continua explícita.

Carteira parcial não é aprovação ou reprovação da carteira inteira. O painel informa patrimônio incluído e exclusões. Aportes são proporcionais à parcela incluída; despesas e rendas permanecem integrais. Portanto, uma falta de recursos nessa parcela não prova que a carteira completa falharia. Janelas interrompidas ou que contêm apenas acumulação também não validam a aposentadoria.

O gráfico mostra o saldo mensal da parcela testada em reais do ano-base. A maior queda usa um índice de retorno que remove aportes e retiradas pagas, incluindo custos tributários modelados. O tempo abaixo do pico é observado em fechamentos mensais, não em mínimas diárias. “Ainda sem recuperar” informa o período em aberto; não presume recuperação após o fim dos dados. Janelas de início diferentes se sobrepõem e não são amostras independentes. “Sem falta no trecho” vale apenas para o trecho efetivamente observado, não para 50 anos de aposentadoria.

Como usar o roteiro ano a ano

Abra a seção “Evolução patrimonial e roteiro anual”. A matriz de liquidez aparece primeiro; o painel “Roteiro ano a ano · aportes e saques” fica logo abaixo, na mesma seção. Clique em um ano da matriz para ir ao roteiro correspondente, ou use o seletor de ano e os botões anterior/próximo. A lista mostra operações da projeção central na ordem em que o motor as executa, com origem, destino, valor bruto, imposto e líquido. A tabela do roteiro confere aportes e resgates para despesas por bucket, com saldos inicial e final.

Aporte é dinheiro novo. Reposição da reserva e rebalanceamento são transferências dentro do patrimônio. Trocas RF/bolsa dentro da previdência não são resgates. Cupons e vencimentos entram no caixa; distribuições offshore são reinvestidas no próprio bucket. Não some esses movimentos novamente como renda ou aportes externos.

No ano-base há apenas a fotografia patrimonial. Os aportes vão do ano seguinte até o ano de saída, inclusive; saques para despesas começam no ano posterior à saída. O roteiro usa os valores reais do ano-base, não ordens nominais mensais. Rendimento pode alterar um saldo mesmo sem aporte ou saque.

Se faltar dinheiro para a retirada prevista, o painel informa o valor não financiado. Se houver corte do guardrail, isso também aparece. Ao terminar a série registrada, não são inventadas operações para anos posteriores.

A cada revisão anual, atualize saldos, bases fiscais, despesas, rendas e liquidez real; rode novamente e confira a política. As operações são condicionais às premissas da projeção, não uma agenda fixa a executar apesar das mudanças de mercado, nem ordens enviadas à corretora.

Fontes e leitura complementar

As regras fiscais são agregadas. O regime de entidades controladas no exterior não é aplicado às cotas ordinárias de ETF diretamente detidas.

Quer preparar seu cenário com ajuda de uma IA? Consulte o guia para gerar o arquivo de importação e o exemplo com dados fictícios.